Data da publicação: 17/05/2013
Link original: [http://www.tribunapr.com.br/arquivo/mulher/esportes-radicais-fazem-a-cabeca-de-muitas-mulheres/]

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Por Janaina Monteiro

O termo sexo frágil não combina há muito tempo com as mulheres. Corajosas, muitas delas vêm se aventurando nos esportes radicais, como patins, skate, paraquedas, surf ou escalada. Quem tem medo de altura, de velocidade ou do mar é melhor continuar frequentando as tradicionais academias mesmo, pois esporte radical é só para mulheres com muita ousadia, como a estudante de Educação Física Camila Macedo, 30 anos.

Ela descobriu a escalada há dois anos. “Sempre fui ligada a esportes, fiz natação e fui atleta. Dois anos e meio atrás, estive em Corupá, em Santa Catarina, e conheci o paredão de escalada”, conta. Camila se apaixonou pelo esporte e procurou a academia Campo Base há cerca de um ano. A universitária começou a praticar e treinar para o campeonato brasileiro de escalada boulder, uma modalidade feita em pequenas paredes indoor, de até cinco metros, e sem o uso de cordas.

Logo no primeiro campeonato que participou, no ano passado, Camila conquistou o terceiro lugar em sua categoria. Quando voltou a Curitiba, ela foi convidada pela Campo Base para ser atleta da academia. “Estou começando. Já tenho apoios e um treino bem montado. Eu corro, faço musculação, ficou mais sério”, diz Camila, que notou uma crescente procura na academia por parte de mulheres. “Aumentou bastante o número de praticantes, que estão à procura de um corpo melhor”, diz.

Ela garante que sua qualidade de vida melhorou. “A escalada é uma atividade completa, tanto no sentido motor quanto no cognitivo. Usamos o corpo de uma forma inteligente. Temos, por exemplo, que economizar energia para chegar ao topo e fazer uma leitura prévia para saber quais movimentos temos que usar”, explica. Camila diz que sempre teve um estilo mais despojado, que combina com o esporte radical. “Sou muito moleca, ando de tênis o tempo inteiro”, conta.

(Continua…)